A pandemia do Coronovírus tem gerado efeitos devastadores em todas as áreas da sociedade e no setor da reciclagem o reflexo não é diferente. De acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) com as pessoas mais tempo em casa, os resíduos tendem a aumentar entre 15% e 25%.
No entanto, o presidente da Cooperlínia, Cooperativa de Reciclagem de Paulínia, José Carlos da Silva, relata que a qualidade do material enviado às cooperativas piorou. José Carlos explica que é preciso um mínimo de separação correta dentro das casas, mas não existem políticas públicas para incentivar esse comportamento. A orientação básica, para contribuir com a coleta seletiva, é separar o que está contaminado por resíduos orgânicos do que não está.
A Cooperlínia ficou parada para evitar a contaminação dos funcionários e, nesse período, os resíduos recicláveis foram encaminhados para o Aterro Estre e separados por uma máquina. José Carlos explica que atrásra, com o retorno às atividades, estão sendo seguidos todos os protocolos de higiene preconizados pelos órgãos de vigilância sanitária e de saúde. A Coperlínia existe há 18 anos e já foi modelo de negócios e sustentabilidade e referência no Brasil.