De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, a cidade não registra nenhum caso de morte por covid-19 desde o dia 04 de maio. O dado reflete as ações para combate a disseminação da doença determinadas pela prefeitura. De acordo com o secretário de saúde, Carlos Alberto Justo da Silva, as ações começaram a ser programadas bem antes com base no que vinha sendo adotado com sucesso em países da Ásia e Europa.
A partir do decreto da pandemia no país, em 23 de março, a cidade entrou em quarentena. Diferentemente do que vinha sendo pregado pelo Governo Federal, para testagem somente em casos graves no hospital, o teste passou a ser feito em pacientes suspeitos e também em pessoas de sua convivência. Com isso foi possível planejar de forma mais adequada o isolamento dos infectados.
Além do teste em massa, uma série de outras medidas foram adotadas como, por exemplo, o sistema telefônico de saúde e o cadastro de equipe de atendimento remoto com o uso do WhatsApp. Também foram intensificadas as fiscalizações, multas e outras situações. Neste caso, foi feita uma parceria com uma empresa de tecnologia para monitorar o paciente em quarentena.
Para socorrer a população mais afetada economicamente pela crise, foi criado um cartão cesta básica para a família de cada aluno da rede pública. Foi aberto também linhas de credito de até R$2 mil, sem juros, pra micro empreendedores. E com medidas rigorosas de saneamento, o comércio na cidade foi liberado a cerca de um mês, inclusive para bares e restaurantes. Para o secretário Carlos Alberto Justo da Silva, o cuidado com a saúde pública não é adversário para economia.
Outra medida de impacto na cidade contra o coronavírus foi a suspensão do transporte público. A volta está programada para o dia 17 de junho, porém cada veículo poderá transportar apenas 40% da sua capacidade. Para atender a demanda, a empresa responsável colocará ônibus reserva. Com a pandemia em expansão no país, a cidade também deverá registrar aumento nos casos, porém o secretário de saúde acredita que com a adoção das regras internacionais e principalmente com o apoio da população os efeitos tendem a ser menos nocivos a saúde publica e a economia.