A Polícia Civil de Campinas indiciou por homicídio doloso qualificado o Guarda Municipal envolvido numa ocorrência que causou a morte de Gustavo Henrique da Silva, de 26 anos. O inquérito finalizado e enviado à Justiça aponta que o GM agiu de forma que impossibilitou a defesa da vítima. O jovem foi encontrado morto na Avenida Norte-Sul, em Campinas, no dia 27 de janeiro deste ano.
O Guarda alega que agiu em legítima defesa por ter sido surpreendido pelo jovem numa tentativa de assalto e, por isso, atirou contra a vítima. Ele afirma também não ter prestado socorro porque não percebeu que havia atingido a vítima. A Polícia Civil informou que houve divergências entre a versão do guarda e o que foi apurado na reconstituição do crime.
O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa realizou diligências e analisou imagens gravadas por estabelecimentos próximos ao local da ocorrência e apurou que o jovem teria fingido portar uma arma, momento em que entrou na frente do carro do guarda para simular o assalto à mão armada. Neste momento, o suspeito teria descido do carro e efetuado três disparos, mas alega não ter percebido que acertou a vítima.
A versão da família de Gustavo é de que ele teria sido morto num assaltado, após sair de um bar. O Guarda Municipal passou a atuar no serviço administrativo no transcorrer das investigações e teve a arma retirada pela corporação.