Campinas vai prorrogar por mais dois meses a cobrança com base na média de consumo de água dos mesmos períodos de 2019. O anúncio foi feito pelo prefeito Jonas Donizette e envolve ainda a isenção para famílias de baixa renda.
O congelamento das contas foi definido pela Sanasa no início da pandemia e passou a valer inicialmente entre março e maio. Já a suspensão para cerca de 90 mil imóveis com consumo de até 10 metros cúbicos foi adotada de abril a junho.
Para Jonas, a extensão da medida serve para não impactar o planejamento financeiro dos moradores, que foram afetados pela crise gerada por conta do surto. A ideia, segundo ele, é evitar o aumento repentino nas tarifas do serviço.
“Nós vamos manter o período de média. Até porque já está no orçamento das pessoas, que estão entendendo que é melhor ter uma previsibilidade do que pagar mais em um momento difícil. E essa previsibilidade vai continuar”, diz.
O consumo excedente durante o próximo período será cobrado no futuro. De acordo com o prefeito, esse valor residual poderá ser parcelado em 12, 24 e 36 meses. Para o uso inferior ao que foi pago, também haverá compensação.
Na transmissão na qual detalhou a prorrogação da medida, também foram apresentados os dados de consumo e de faturamento da Sanasa durante as restrições causadas pelo coronavírus. A empresa teve quedas no período.
No faturamento, a redução foi de 12%. Já no consumo, o baque na indústria e no comércio foi de 30%. No uso residencial, o aumento foi de 30%, o que manteve a média. O nível de consumo está em 3,3 metros cúbicos por segundo.