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Estudo vê restrição de direitos em presídios

As medidas adotadas para o enfrentamento do coronavírus nos presídios brasileiros restringem ainda mais os direitos dos detentos, segundo um estudo desenvolvido pelo grupo de extensão formado por alunos de

Estudo vê restrição de direitos em presídios
Foto: Danilo Braga

As medidas adotadas para o enfrentamento do coronavírus nos presídios brasileiros restringem ainda mais os direitos dos detentos, segundo um estudo desenvolvido pelo grupo de extensão formado por alunos de ciências sociais, serviço social e filosofia da PUC-Campinas. O Brasil tem hoje 748 mil pessoas encarceradas, sendo 30% delas somente no estado de São Paulo, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional.

A maior parte do sistema é insalubre, com superlotação de celas, ausência de água e dificuldade de acesso a produtos de higiene pessoal. Assim sendo, o ambiente é propício para a disseminação de doenças, entre elas a covid-19. De acordo com a professora de ciências sociais da PUC-Campinas, Camila Marcondes Massaro, o encarceramento em massa já é uma situação grave, que coloca em risco a saúde dos detentos. Segundo ela, a possibilidade de uma tragédia provocada pela pandemia é real. “Essa situação de encarceramento em massa já é um problema para a saúde dos presos, por diversos atendimentos das normas dos direitos humanos, vinculadas à ONU. Isso vai se potencializando a medida em que a população do sistema carcerário vai aumentando, havendo a possibilidade de uma grande tragédia em termos pessoas contaminadas e mortas pela covid-19”, afirma.

Diante dos riscos, os órgãos competentes em nível federal e estadual elaboraram recomendações, notas técnicas e ofícios com o objetivo de minimizar os impactos da pandemia. As medidas mais práticas incluem o isolamento de presos recém-chegados, a criação de áreas específicas para os detentos com sintomas gripais e pertencentes ao grupo de risco e a suspensão de atividades que envolvem aglomeração.

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