A crise causada pela pandemia do novo coronavírus atingiu de forma expressiva a taxa de ocupação dos imóveis voltados para locação no Estado de São Paulo. Os dados de Julho apontam que a desocupação é de 24% na média dos imóveis comerciais e residenciais. De acordo com o Presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo, José Roberto Graiche Júnior, nos primeiros três meses do ano, antes da quarentena, essa taxa era de 18%.
Segundo a associação, a quarentena prolongada acentuou o cenário de crise no mercado de imóveis comerciais, justamente no momento em que começava a se recuperar dos anos de estagnação. A pesquisa da entidade abrange todos os perfis de imóveis disponíveis para locação, tanto residencial, como comercial, desde lajes corporativas e escritórios em edifícios até lojas de rua. O impacto da pandemia foi mais significativo no mercado de imóveis comerciais, com uma vacância de 30% da carteira das associadas em julho. Antes da pandemia, esse percentual de desocupação correspondia a 9%.
José Roberto Graiche Júnior não espera uma retomada a curto prazo por causa da insegurança quanto à reabertura definitiva das atividades, o que intimida o investimento, sobretudo para atividades não essenciais. O levantamento da associação considerou uma amostra de aproximadamente 19 mil imóveis em todo o Estado de São Paulo administrados por empresas associadas à entidade.