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Balança vive crise mesmo com veículos em alta

A balança comercial registrou mais um mês negativo na Região Metropolitana de Campinas. Em julho, as importações superaram as exportações em US$ 733 milhões, segundo dados do Observatório PUC-Campinas. O

Balança vive crise mesmo com veículos em alta
A balança comercial registrou mais um mês negativo na Região Metropolitana de Campinas. Em julho, as importações superaram as exportações em US$ 733 milhões, segundo dados do Observatório PUC-Campinas. O acumulado do ano é um déficit de US$ 4,8 bilhões, que convertidos no câmbio de sexta, 14 de atrássto, somam R$ 25,8 bilhões. Na contramão […]

A balança comercial registrou mais um mês negativo na Região Metropolitana de Campinas. Em julho, as importações superaram as exportações em US$ 733 milhões, segundo dados do Observatório PUC-Campinas.

O acumulado do ano é um déficit de US$ 4,8 bilhões, que convertidos no câmbio de sexta, 14 de atrássto, somam R$ 25,8 bilhões.

Na contramão do prejuízo, as exportações de automóveis cresceram 39,8% no último mês, comparado a julho do ano passado. O economista do Observatório, Paulo Oliveira, explica que o setor é muito representativo na região, mas acumula prejuízo no ano.

Mesmo com alguns produtos em recuperação, como algodão, açúcar e produtos agrícolas, além do setor automotivo, Paulo Oliveira relata a pior crise da história da indústria na região, causada não somente pela pandemia do novo coronavírus.

Segundo o economista, os produtos que têm sido exportados com resultado positivo são mais baratos e refletem no déficit da balança. Mesmo o setor automotivo, considerado mais complexo, se recuperando, as vendas foram apenas para países do Mercosul e não para mercados mais fortes, como Europa, Ásia e América do Norte.

Nos primeiros sete meses de 2020, as empresas da Região Metropolitana exportaram US$ 1,87 bilhão e compraram de fora US$ 6,75 bilhões. A Argentina, que alavancou no último mês a exportação de veículos, já acumula uma queda de 63% na compra de produtos brasileiros, números muito próximos dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, as empresas nacionais diminuíram em quase 50% a importação de itens da China e dos EUA.

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