Desde o começo da pandemia do novo coronavírus, também teve início nas redes sociais a rede de desinformações relacionadas ao assunto. No início, as chamadas fake news eram mais voltadas às formas de contágio e alimentos que combatem ao vírus no organismo. No Brasil já estamos há quase seis meses lutando contra o vírus e as notícias falsas continuam em ampla propagação.
O problema das fake news, porém, não é nacional, mas mundial. Tanto é, que um mapeamento feito pelo Instituto Reuters e pela Universidade de Oxford detalhou alguns dos principais tipos, fontes e reivindicações de desinformação sobre a pandemia.
Quase 70% das informações divulgadas sobre a covid-19 tinham como fonte principal influenciadores digitais, incluindo políticos, celebridades e figuras públicas e redes sociais. Desse total, 20% das informações eram fake news.
Os dados demonstram que 59% das postagens do Twitter foram classificadas como falsas, mas mesmo assim permanecem em alta. No YouTube, 27% permanecem ativos e no Facebook, 24% do conteúdo com classificação falsa continuam na timeline sem rótulos de aviso.
Uma das notícias falsas compartilhadas recentemente coloca no foco o termômetro digital para aferir a temperatura das pessoas.
No texto, a pessoa contesta o uso dele na testa e afirma que o equipamento deve ser apontado apenas no punho. Isso porque, segundo a pessoa, ao mirá-lo na glândula pineal, poderá trazer sérios prejuízos à saúde.
A infectologista da Unicamp, Raquel Stucchi criticou a disseminação das notícias falsas, como a ineficácia do uso das máscaras e do isolamento social, e também, dos riscos do uso do termômetro digital na testa
No Brasil, o Ministério da Saúde criou uma página especial para combater fake news sobre a covid-19. A pasta disponibilizou um número de WhatsApp (61-99289-4640), para que a população envie fatos duvidosos veiculados nas mídias sociais e aplicativos de mensagens, para serem checados por uma equipe técnica do ministério.