CBN Ribeirão 99,1 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Serviços de buffet tentam sobreviver na pandemia

Os empresários do setor de eventos seguem enfrentando muitas dificuldades para manter a atividade, após quatro meses de quarentena. Neste período, praticamente todos as festas e comemorações foram canceladas ou

Serviços de buffet tentam sobreviver na pandemia
Os empresários do setor de eventos seguem enfrentando muitas dificuldades para manter a atividade, após quatro meses de quarentena. Neste período, praticamente todos as festas e comemorações foram canceladas ou adiadas, trazendo um prejuízo ainda incalculável. Um levantamento feito pelo Sebrae, ainda em abril, mostrou que a pandemia do coronavírus afetou 98% do setor de eventos. Para […]

Os empresários do setor de eventos seguem enfrentando muitas dificuldades para manter a atividade, após quatro meses de quarentena. Neste período, praticamente todos as festas e comemorações foram canceladas ou adiadas, trazendo um prejuízo ainda incalculável. Um levantamento feito pelo Sebrae, ainda em abril, mostrou que a pandemia do coronavírus afetou 98% do setor de eventos.

Para tentar amenizar os efeitos da crise, empresários tentaram negociar prazos, sendo que 34% deles devolveram o dinheiro para o contratante e outros 35% conseguiram negociar o crédito para utilizar futuramente. Para sobreviver, os empresários tiverem que ser criativos. Felipe Torquato conseguiu se manter graças a uma verba de investimento que tinha guardada. Porém, para continuar com a atividade, teve que partir para o dellivery e criar kits festa para seus clientes. “A alternativa que a gente viu no meio da crise para voltar as atividade, a gente entrou com as opções que tinha em buffet e partiu para o dellivery. Isso nos ajudou a movimentar estoque, a gerar empregos informais e não ficar parado durante a pandemia”, disse.

Para Tatiane Camilo, dona de um buffet infantil em Campinas, fazia 25 festas por mês e o que parecia ser um ano promissor, trouxe muitas dificuldades. Ela teve que renegociar dívidas durante a quarentena e demitir parte de seus funcionários para manter a empresa ativa. “A medida que a gente encontrou nesse caminho foi tentar renegociar algumas dívidas. Infelizmente eu tive que diminuir meu quadro de funcionários pela metade, para poder equilibrar o meu caixa. Eu estou tentando seguir no setor, que é a minha verdadeira vocação”, afirmou.

A mesma sorte não teve Juliana Nogueira. Assim como muitos empresários, ela não conseguiu suportar a crise econômica provocada pela pandemia e encerrou as atividades de seu buffet. “Essa pandemia se estendeu mais do que o esperado. Então, infelizmente, em julho, nós entregamos o prédio, que era alugado, e fechamos de fato o estabelecimento”, lamenta.

Conteúdos