CBN Ribeirão 99,1 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Campinas prevê aumento na arrecadação com nova lei

Hoje Campinas não arrecada nenhum centavo de ISS com operação de cartões de débito e de crédito, já que as empresas não estão instaladas na cidade. Pela nova lei, o
Campinas prevê aumento na arrecadação com nova lei
Foto: Divulgação/PMC

A alteração na lei que prevê o recolhimento do Imposto Sobre Serviços deverá aumentar  a arrecadação em Campinas, segundo a avaliação da secretaria municipal de finanças. De todo modo, ainda é impossível fazer uma projeção precisa sobre o assunto, já que a atual estrutura de cobrança do tributo será totalmente modificada. O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira, 23, último dia do prazo, um projeto de lei que altera o recolhimento do ISS.

O imposto municipal passa a ser recebido pela cidade onde o serviço é efetivamente realizado e não onde está a sede da empresa prestadora. Com a mudança, as cidades menores devem ser favorecidas em detrimento das maiores. Em Campinas, por exemplo, existem alguns setores, como os planos de saúde, que devem diminuir significativamente a arrecadação, uma vez que a cidade sedia boa parte das empresas operadoras. Assim sendo, ao invés de recolher o ISS de todas as operações feitas pelo setor, o valor será dividido com todos os municípios onde moram seus clientes.

Porém, há casos em que o caminho traçado será inverso. Hoje Campinas não arrecada nenhum centavo de ISS com operação de cartões de débito e de crédito, já que as empresas não estão instaladas na cidade. Pela nova lei, o município vai recolher a tributação de toda transação realizada na cidade. O secretário de finanças, Tarcísio Cintra, explica que é difícil fazer projeções, mas acredita que Campinas terá um saldo positivo nas arrecadações com a nova lei. “A nossa expectativa é que, após a implantação da lei, do seu prazo estabelecido, das características específicas da lei, no final das contas o município tem um acréscimo no valor do seu ISS recolhido”, explica.

Antes da sanção do presidente Bolsonaro, o projeto foi aprovado no fim do ano passado na Câmara e só em atrássto foi apreciado pelos senadores, que apoiaram majoritariamente o texto.

Conteúdos