As escolas de Campinas terão que realizar testes de covid-19 prévios em todos funcionários previstos para retornarem às atividades presenciais. A volta só será permitida mediante ao resultado negativo do exame.
Além disso, as escolas terão que fornecer EPIs a todos os empregados substituídos em quantidade suficiente para prestação de serviços em segurança, especialmente: máscaras de proteção respiratória cirúrgica ou máscara de proteção respiratória, óculos de proteção ou máscara de proteção facial; álcool gel e disponibilização de luvas descartáveis.
As determinações são da Justiça do Trabalho mediante uma ação proposta pelo Sindicato dos Professores de Campinas.
Ainda segundo a decisão da Justiça, as escolas não vão poder convocar para retorno ao trabalho presencial os empregados enquadrados em grupo de risco e os empregados que moram com pessoa enquadrada em grupo de risco, até que estejam imunizados pela vacinação.
As escolas particulares e a rede estadual estão liberadas para o retorno às aulas presenciais de forma facultativa a partir desta quarta-feira, dia 07. Já na rede municipal, o prefeito Jonas Donizette anunciou, no final do mês, que as aulas para os 5º e 9º anos não irão voltar neste ano e nem para as demais séries. O ensino infantil municipal também não retornará com as aulas presenciais.
Nesta terça-feira, a prefeitura publicou no Diário Oficial as regras para a retomada das aulas presenciais. Além de facultativa, ela deve obedecer regras rígidas dos protocolos adotados pela Vigilância Sanitária e pelo Plano São Paulo de flexibilização da quarentena. Uma das determinações é a limitação da capacidade de até 35%.
Em nota, o governo estadual informou que ainda não foi intimado da decisão judicial e que o Governo planeja a retomada das aulas pautado em medidas de contenção da epidemia, seguindo as recomendações sanitárias do Centro de Contingência do coronavírus.
Informou ainda que o retorno a partir de 7 de outubro não é obrigatório e deve ocorrer ou não mediante escuta da comunidade escolar. Os municípios também têm autonomia de interferir no calendário, embasados por dados epidemiológicos das regiões.