A pandemia do novo coronavírus trouxe um impacto severo para o setor de turismo, que chegou a ficar literalmente parado por alguns meses desse ano. O reflexo disso são os indicadores que mostram como a área foi afetada em 2020. Uma análise desenvolvida pela Fecomercio, apontou que faturamento da atividade encolheu pouco mais de 33% somente neste ano.
Porém, o mercado interno tem sido a salvação para o setor, que começa a enxergar uma melhora gradual nos negócios e mantém uma visão mais otimista para o ano que vem. Com a dificuldade em manter uma boa oferta de viagens internacionais no período, os brasileiros têm redescoberto o próprio país. A procura por destinos no nordeste tem sido o carro chefe nesse período, mesmo com as pessoas procurando destinos próximos para viagens mais curtas, como explica a proprietária de uma agência, Renata Zaguis. “O Brasil está em primeiro lugar, com alto índice de procura e com alto índice de ocupação nos hotéis, principalmente os do nordeste. Mesmo aqui em São Paulo, a procura está grande também. E os hotéis estão com excelentes protocolos de segurança”, afirmou.
A informação é compartilhada pelo gerente de outra agência, Diego Leme de Souza, que vê com otimismo o ano de 2021, com a possibilidade de reabertura das fronteiras dos Estados Unidos e dos países da Europa. “A expectativa para 2021, é que continua uma demanda boa para o Brasil, e mesmo para outros países que já liberaram a fronteira como o México, Dubai e a Turquia. Mas tudo depende mesmo da liberação dos Estados Unidos e Europa, que é por onde passa a maioria dos voos internacionais”, revela. Em seu estudo, a Fecomercio entende que o crescimento da demanda por pacotes para 2021 e busca por destinos domésticos são indícios otimistas ao setor.