O PMN, partido do candidato a prefeito de Campinas Ahmed Tarique, entrou com pedido de impugnação da candidatura de quatro adversários nas eleições municipais deste ano. O partido questiona as chapas de Artur Orsi e seu vice, Capitão Pereira, ambos do PSD; Dario Saadi, do Republicanos, e Dr. Hélio, do PDT. Em relação à chapa do PSD, o PMN acusa o partido de ter cometido falsidade ideológica, ao incluir uma ata que informa a realização de uma convecção no dia 16 de setembro para a escolha dos candidatos do executivo.
Segundo o Partido da Mobilização Nacional, a convenção teria ocorrido no dia anterior, quando foi definido o nome de Orsi para concorrer a prefeitura de Campinas. Além disso, o vice da chapa, Capitão Pereira, foi apresentado no dia 21, fora do prazo estabelecido pela legislação eleitoral. O candidato, que é militar, teria ainda enviado uma foto fardado para a Justiça Eleitoral, que seria usada na urna, o que é vedado. Em nota, o PSD informou que a convenção que escolheu os nomes de Orsi e Capitão Pereira foi realizada no dia 16, conforme o registro em ata específica. A divulgação do nome do vice ocorreu posteriormente, não havendo qualquer ilegalidade no processo. A foto do Capitão Pereira enviada a Justiça Eleitoral atendeu aos critérios estabelecidos na legislação. O PSD reforça que houve má fé do denunciante, já que a circunstância não resultaria em impugnação da candidatura.
Já em relação a Dario Saadi, o PMN aponta a rejeição das contas da Câmara, em 2006, e o descumprimento do prazo de desincompatibilização de cargo público. Segundo o denunciante, houve o pagamento de um reajuste ao salário dos vereadores quando Saadi era presidente da Câmara de Vereadores, o que foi vetado pelo Tribunal de Contas do Estado. Na ação, diz ainda que Saadi deixou de sair dos cargos de médico e de secretário de Esportes dentro do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral. O advogado de Dario Saad, Marcelo Pellegrini disse que a ação do PMN é absurda e temerária. Ele afirmou que as contas foram aprovadas após um recurso que vai apresentar a defesa.
Em relação ao Dr. Hélio, o PMN pediu a impugnação pela rejeição de suas contas municipais, quando ele foi prefeito de Campinas, o que o impediria de ser candidato até 2027. Há ainda o questionamento sobre a cassação do pedetista, o que o deixou inelegível até dezembro deste ano. Após ser citado, o jurídico da campanha de Dr. Hélio informou que vai ingressar com uma contestação ao pedido de impugnação, a fim de restabelecer a verdade.
Além dos questionamentos apresentados pelo PMN, a candidata Delegada Teresinha teve um pedido de impugnação feito por uma filiada de seu próprio partido, o PTB. Segundo da denunciante, a candidata teria cometido diversas irregularidades, como a não publicação do edital de convocação de filiados para a convenção de escolha dos candidatos, ter feito coligação para vereadores e ter escolhido o nome de seu vice fora do prazo. Em nota, a assessoria da Delegada Teresinha informou que o pedido de impugnação foi baseado em falsas afirmações, as quais serão devidamente rebatidas em momento oportuno, não representando qualquer risco à campanha.