A crise econômica que se instalou no Brasil nos últimos anos, agravada pela pandemia, tem provocado um aumento constantes de pedintes nas ruas de Campinas. No centro da cidade, por exemplo, é quase impossível caminhar por dois ou três quarteirões, sem ser abordado por alguém pedindo dinheiro ou algum alimento. Quem está de carro também não está livre da situação.
Nos semáforos de cruzamentos como o das avenidas da Saudade com Ângelo Simões, Rua Barreto Leme com Avenida Anchieta, Rua Ferreira Penteado, com Av. Julio de Mesquita e Rua Coronel Quirino com Av. Moraes Salles, por exemplo, a abordagem de vendedores ambulantes e pedintes é quase constante.
Gustavo Pinheiro conta que perdeu a mãe aos 8 anos de idade e passou a morar com a tia, que segundo ele, não lhe deu apoio. Por isso, ele se viu sozinho e acabou encontrando refúgio nas drogas.
Apesar de admitir a dependência química, ele garante que quando pede dinheiro é realmente para se alimentar. Mas, quem convive todo dia com isso tipo de abordagem, como Wanda Telles, o relato é de uma situação incômoda. No centro da cidade, os pedintes têm crescido em praticamente todas as ruas de maior circulação de pedestres.