Dois policiais e outros 27 presos suspeitos de participarem de uma organização criminosa de tráfico internacional de drogas que tinham como base o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, foram soltos por determinação da Justiça Federal.
Eles foram presos no início de outubro, durante a operação “Overload” da Polícia Federal, que deixou dois mortos e prendeu 24 pessoas na região de Campinas. Além dos policiais, os suspeitos eram funcionários terceirizados que tinham a função de facilitar a introdução da droga no aeroporto.
Eles receberem até R$ 50 mil por carga de drogas enviada à Europa. A Justificativa da 1ª Vara Federal para negar a prorrogação das prisões por mais 30 dias é de que não foi comprovada a necessidade da mantê-los presos durante a investigação. As investigações começaram em fevereiro do ano passado, mas apontam que, antes disso, a quadrilha já vinha atuando há pelo menos três anos.
A quadrilha atuava em três frentes: brasileiros, que seriam os principais fornecedores da cocaína e faziam o aliciamento de funcionários do aeroporto, traficantes que compravam a droga no exterior e funcionários, prestadores de serviços do aeroporto.