A taxa de desemprego no Brasil alcançou o patamar recorde de 14,4% no trimestre encerrado em atrássto. No mesmo trimestre de 2019, a taxa era de 11,8%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, que calcula a desocupação oficial do país. Este é o pior resultado da série histórica da pesquisa, desde 2012, quando começou a ser realizada.
Uma das explicações para esse número recorde é a proximidade do fim do auxílio emergencial, que gera ainda mais dificuldade para as empresas manterem os funcionários. Em Campinas, o reflexo deste cenário pode ser observado ao conversar com os trabalhadores que procuram o Cpat.
Amídio de Abreu é ajudante geral no setor de Educação, um dos mais afetados pela pandemia. Ele foi ao Cpat para dar entrada no auxílio desemprego. De acordo com Claudinei Santana, que tem 25 anos, a situação também não está fácil para os jovens. Quem trabalha no setor da limpeza também enfrenta dificuldade, como conta Lucimar Pereira da Silva. No Brasil, já são 13,8 milhões de desempregados, segundo dados do IBGE.