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Mortes e casos de covid-19 continuam em alta na RMC

As mortes e novos casos de covid-19 seguem crescendo na Região Metropolitana de Campinas, segundo avaliação do Observatório PUC-Campinas. Os dados são referentes a semana entre 10 e 16 de

Mortes e casos de covid-19 continuam em alta na RMC
Foto: Henrique Bueno

As mortes e novos casos de covid-19 seguem crescendo na Região Metropolitana de Campinas, segundo avaliação do Observatório PUC-Campinas. Os dados são referentes a semana entre 10 e 16 de janeiro deste ano. No período, houve aumento na oferta de leitos de UTI, mas as internações se mantiveram em níveis preocupantes. A média de ocupação em Campinas na semana em leitos do SUS municipal foi de 87%, de 96% nas vagas disponibilizadas pelo estado e de 78% na rede particular.

Deste modo, a média do município no período em análise foi de 82%. Neste momento, a região de Campinas é a segunda em número de casos e óbitos no estado de São Paulo. Também em relação ao número absoluto de casos e óbitos por semana, a região ficou atrás apenas da Grande São Paulo. Até o dia 16, foram notificados 174,5 mil casos e 4,5 mil mortes, na região de Campinas, o que corresponde a uma letalidade de 2,64%.

O médico infectologista e responsável pela análise, André Bueno, a alta dos indicadores da pandemia ainda é reflexo das aglomerações formadas durante as festas de final de ano. Ele acredita que situações como a vivida em Manaus e a reclassificação do Plano SP podem servir de alerta para a população e reduzir os números nas próximas semanas. “Ainda pode-se dizer que é um reflexo desse grande número de casos e de contaminações que a gente teve nos feriados de fim de ano. É provável que com toda essa repercussão que tem ocorrido, sobretudo na última semana em Manaus e a reclassificação de algumas áreas no estado de São Paulo, essa tendência aí ser parada, freada”, disse.

A boa notícia é que a vacinação contra a covid-19 já começou no Brasil e também em Campinas, com a aplicação de doses no HC da Unicamp. Porém, há uma preocupação com a capacidade de distribuição do imunizante no país, como explica o infectologista André Bueno. “A grande preocupação é em relação ao quantitativo doses, visto que, pelo menos por enquanto, a gente tem só uma fonte de fornecimento, que é o Butantan. Isso pensando o país como um todo e não só o estado, a gente vai ter esse desafio do quantitativo de doses”, afirmou. Nos aspectos econômicos, além da retração em quase todos os setores produtivos, os indicadores apontam para aumento da pressão inflacionária, segundo a análise do Observatório da PUC-Campinas.

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