O menino de 11 anos que vivia acorrentado em um barril na casa do pai, em Campinas, deve ficar sob cuidado de parentes, segundo informou a OAB. A criança foi resgatada no último sábado, 30, após uma denúncia anônima. Depois de ser atendido inicialmente no Hospital Ouro Verde, a criança foi transferida para o Hospital Mário Gatti, onde está sob tutela de uma tia. Numa situação dessas, a orientação é afastar a vítima dos agressores e buscar sua reinserção no seu familiar, através de parentes que demonstrem capacidade de cuidado, como explica a vice-presidente da OAB Campinas e especialista em direito da família, Luciana Freitas.
Segundo ela, somente depois dessa tentativa é que a criança seria encaminhada para uma possível adoção. “Em geral, a Vara da Infância e da Juventude sempre procura primeiramente, antes de se pensar em medidas que aconteceriam depois da parda familiar, como a adoção, para poder cuidar da criança neste período, sempre se procura um familiar. Porque pode haver algum vínculo, é uma pessoa que de repente ele tem confiança O pai do menino, um auxiliar de serviços gerais de 31 anos, a mulher dele, uma faxineira de 39 anos e a meia-irmã dele, de 22 anos, foram presos em flagrante por tortura. Os três tiveram prisão convertida para preventiva e vão aguardar presos o fim das investigações.