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Total de UTIs em Campinas é o maior na pandemia

A prefeitura de Campinas deverá disponibilizar na próxima semana mais 20 leitos de UTI no Hospital Mário Gatti, segundo informações da secretaria de saúde. Além disso, o município vem negociando

Total de UTIs em Campinas é o maior na pandemia
Foto: Danilo Braga

A prefeitura de Campinas deverá disponibilizar na próxima semana mais 20 leitos de UTI no Hospital Mário Gatti, segundo informações da secretaria de saúde. Além disso, o município vem negociando a contratação de mais 47 unidades da rede particular até o final da semana que vem. Assim sendo, Campinas passaria a contar com 160 leitos de UTI exclusivos para atendimento de pacientes com covid-19, número maior do que o registrado no auge da pandemia, no meio do ano passado, quando havia 150 unidades disponíveis. Porém, isso não significa fôlego para a rede municipal, que tem ocupação hoje de 100%. O SUS municipal tem atrásra 120 vagas, todas elas em atendimento.

A rede estadual, que tem 30 vagas no HC da Unicamp, tem apenas um leito livre. Já a rede particular, tem uma ocupação de 90%, com 166 leitos ocupados, de um total de 183 unidades. O prefeito de Campinas, Dario Saadi, afirma que os esforços estão sendo feitos, com a disponibilização de um número de leitos que nunca foi visto em Campinas. “Nós iremos ultrapassar a quantidade de leitos que o município teve na pandemia do ano passado. No ano passado, nós tivemos 150 leitos do SUS municipal. E na semana que vem chegaremos a 160 leitos no SUS municipal”, disse.

A partir de segunda-feira, 15, entra em vigor a fase emergencial do Plano São Paulo, imposta pelo governo do estado. Neste sábado, a prefeitura vai publicar um decreto no Diário Oficial, adaptando as regras do município aquilo determinado pelo estado. A principal alteração diz respeito às aulas presenciais, que estavam suspensas no município até o dia 17. Agora, as aulas seguirão apenas no modelo de ensino à distância, até o dia 30. A exceção será as aulas de cursos técnicos e superiores na área de saúde.

Outro ponto diz respeito ao toque de recolher, que passa vigorar a partir de segunda-feira, das 20 horas às 05 da manhã. Porém, em Campinas, os agendamentos da vacinação vão diariamente até às 22 horas. A diretora do Devisa, Andrea Von Zuben, disse que o toque de recolher não se aplica ao calendário de vacinação e por isso todo o agendamento está mantido. “A vacinação é uma ação prioritária, que é uma das estratégias que a gente tem para diminuir a morbidade dessa doença e sua gravidade. Então a gente vai manter até às 22 horas, num esforço de manter até mais de mil aplicações por dia em cada centro de vacinação. Se a gente diminuir isso, a gente diminui bastante nossa capacidade operacional”, afirma.

Campinas se aproxima de 75 mil casos de covid-19 e 02 mil mortes pela doença. Mais de 92 mil pessoas já receberam a primeira dose da vacina.

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