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Unicamp lidera estudo sobre impactos da covid em grávidas

Um estudo liderado por pesquisadores da Unicamp em várias maternidades do país vai investigar os impactos da Covid-19 na gestação. Resultados preliminares mostram que apenas metade das grávidas com sintomas

Unicamp lidera estudo sobre impactos da covid em grávidas
Foto: Arquivo/CBN Campinas

Um estudo liderado por pesquisadores da Unicamp em várias maternidades do país vai investigar os impactos da Covid-19 na gestação. Resultados preliminares mostram que apenas metade das grávidas com sintomas tem sido testada nas maternidades participantes.

A professora Maria Laura Costa do Nascimento, uma das coordenadoras da pesquisa, explica que a maior parte dos hospitais ainda não tem condições de fazer os exames de Covid em grávidas com sintomas leves da doença, o que é um limitante para entender a prevalência da doença num grupo de risco como o de gestantes.

Nesta segunda fase, os pesquisadores vão contar com investimento inicial de 220 mil dólares da Organização Mundial da Saúde. O dinheiro será utilizado para preparar as dez maternidades para aplicação de um protocolo elaborado pela OMS. A previsão é receber mais 800 mil dólares da entidade nos próximos dois anos, para poder acompanhar gestantes e bebês durante o pré-natal, o parto e o puerpério, período de até seis semanas após o nascimento do bebê.

Para a pesquisa serão coletadas amostras, durante o parto, das gestantes que testarem positivo para investigar a presença do vírus no cordão umbilical, placenta, líquido amniótico e outros materiais. Serão acompanhados, ao mesmo tempo, grupos de gestantes com e sem a Covid para comparar os efeitos da exposição ao coronavírus em longo prazo.

Até Setembro do ano passado, dos 30 hospitais que compõem a Rede Brasileira em Estudos da Covid-19 em Obstetrícia, apenas o Caism da Unicamp teve condições de realizar os testes em todas as grávidas. Atualmente apenas outras três maternidades estão conseguindo realizar a testagem universal.

Para o professor José Guilherme Cecatti, que também lidera o estudo no Brasil, as maternidades têm deixado de fazer os exames por falta de recursos.

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