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Após parto intubada, mãe comemora 1º ano do filho

Há um ano, Flaviana Maria de Jesus Favaro, de 38 anos, precisou ser intubada durante a gestação e passar por uma Cesária de urgência, após passar mal, diagnosticada com covid-19.

Após parto intubada, mãe comemora 1º ano do filho
Foto: Andréia Aparecida Favaro

Há um ano, Flaviana Maria de Jesus Favaro, de 38 anos, precisou ser intubada durante a gestação e passar por uma Cesária de urgência, após passar mal, diagnosticada com covid-19. Hoje, ao comemorar o 1º aniversário do filho, Vitor Leonardo, a emoção é redobrada, por ambos estarem vivos e sem sequelas, após terem passado por momentos tão difíceis. Quando chegou ao hospital, no dia 16 de junho de 2020, ela estava com o pulmão muito comprometido e precisou ser intubada imediatamente. Foi preciso também fazer a antecipação do parto para que o bebê recebesse a menor quantidade possível de medicamentos utilizados na intubação.

De acordo com a médico Andre Arruda, especializado em gestação de alto risco, que atendeu o caso no Vera Cruz Hospital, a paciente chegou com saturação menor que 80%, mas felizmente tudo acabou bem. “Com isso a gente teve que ser rápido porque o nenê começa a receber a droga usada na intubação. Mas, ocorreu tudo bem, apesar da dificuldade técnica de mobilidade por causa dos equipamentos de proteção conta o coronavírus”. Ele conta que os riscos eram grandes, tanto para ela, quanto para o bebê. Mas, os dois responderam bem aos procedimentos e medicações. “Primeiramente para o feto, que pode receber menos oxigênio, e para a própria mãe, o risco de hemorragia, o que não ocorreu”.

O caso rendeu momentos de muita emoção. Entre eles, Andre Arruda destaca a festa do 1º aniversário de Vitor Leonardo, em que os personagens de super-heróis da decoração foram os profissionais de saúde que cuidaram dela. “Uma festa em que os super-heróis foram os médicos e toda a equipe que ficou cuidando dela. E todo mundo se sentiu super-herói neste momento, o que emocionou a gente”.

Flaviana conta que essa homenagem foi a forma que encontrou para reconhecer a equipe que salvou a vida dela e do filho. “Com certeza eu os considero os verdadeiros heróis da vida real. E eu coloquei os nomes deles lá ao lado dos super-heróis das crianças.” Flaviana conta que no dia que foi levada ao Hospital, o medo foi muito grande, mas, mesmo sentind0-se muito mal, nunca perdeu a fé de que voltaria para casa com filho nos braços. Ela conta que após o parto ficou 13 dias inconsciente. A criança iria se chamar Leonardo Luis, mas os pais decidiram trocar para Vitor Leonardo, por considerá-lo um vitorioso.

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