Há 20 anos, uma série de ataques terroristas nos Estados Unidos mudou a história da maior potência do mundo. Em 11 de setembro de 2001, terroristas sequestraram e tomaram o controle de quatro aviões de passageiros. Um deles foi atirado contra o prédio do Pentágono, em Washington. Outro caiu em um campo aberto na Pensilvânia. Os dois últimos protagonizaram as cenas de horror que chocaram a humanidade, ao serem lançados contra as duas torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York.
Após o primeiro ataque ao centro empresarial norte-americano, TVs do mundo inteiro transmitiam ao vivo do local, quando a outra aeronave atingiu o segundo prédio. Quase 03 mil pessoas morreram e outras 06 mil ficaram feridas. Os atentados dominaram os noticiários em todos os continentes, mas Campinas talvez tenha sido um dos únicos lugares do mundo em que as atenções ficaram divididas.
Isso porque horas antes do ataque terrorista, o então prefeito da cidade, Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, foi assassinado a tiros quando deixava um shopping center. A morte do chefe do executivo municipal, até então, era repercutida em todo o país, mas o foco mudou assim que chegaram as primeiras informações sobre o ocorrido nos Estados Unidos. Como não podia deixar de ser, o noticiário local seguiu repercutindo o assassinato do prefeito.
O jornalista Walter Paradella era quem comandava as transmissões na CBN Campinas naquele 11 de setembro de 2001. Ele lembra da dificuldade em dividir as atenções da cobertura jornalística daquele dia que mudou a história de Campinas e do mundo. “Mobilizamos toda a equipe para a cobertura sobre morte do prefeito Toninho. Deixamos apenas um jornalista acompanhando o andamento dos atentados terroristas. Assim conseguimos informar sobre os dois acontecimentos”, disse.
Os ataques de 11 de setembro de 2001 impactaram a política externa dos Estados Unidos, que passou a priorizar a temática do terrorismo e direcionou suas ações com mais força em direção ao Oriente Médio. Anos depois, no local onde estavam as torres gêmeas, foram construídos outros dois prédios de escritórios. Já o assassinato de Toninho segue sem uma explicação e o autor do disparo nunca foi identificado.