A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mogi Guaçu solicitou à Justiça a ampliação do prazo final da investigação da denúncia de estupro feita pela estudante e influenciadora, Franciane Andrade. Ela afirma ter sido dopada e estuprada durante o rodeio de Jaguariúna, no final de novembro do ano passado.
A delegacia passou a ser a responsável pela investigação após Franciane reclamar da condução do caso na Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Segundo ela, a Delegacia de Jaguariúna estaria agindo com “má conduta” na apuração da denúncia, e com isso, o caso foi transferido para a DDM de Mogi Guaçu, que é a cidade na qual a jovem reside.
Franciane afirma ter sido estuprada em um camarote do rodeio de Jaguariúna, entre a noite do dia 27 e madrugada de 28 de novembro. Segundo relato da jovem, ela estava com amigos na festa, consumindo bebida alcoolica, e não se lembra o que aconteceu ao longo da noite. A memória só retorna quando ela acorda em uma rotatória próxima ao recinto do rodeio.
A investigação acontece sob sigilo, e por isso a Polícia Civil não dá detalhes nem confirmações sobre o apurado até o momento. A jovem afirma que um exame do IML confirmou o estupro. “Fez o exame, o Doutor do IML constatou que houve estupro e ele não sabe dizer se foi um, dois ou três (homens)”
A denúncia teve repercussão nacional, e gerou reações diversas. Dentre essas reações, muitas pessoas fizeram posts questionando sobre onde estariam os amigos de Franciane ao longo da noite. Ela pede que as pessoas não julguem os amigos dela. “Por favor, não julguem ninguém, não fiquem acusando ninguém, o Rodeio de Jaguariúna já entrou em contato comigo, vai dar tudo certo, vai ser investigado, não fiquem acusando ou julgando ninguém, os meus amigos não tem nada a ver, tá?”
O pedido de prorrogação do inquérito ainda não foi confirmado pois o judiciário encontra-se em recesso forense até esta quinta-feira (6).