Os empresários estão cada vez mais interessados em fazer o estudo de vida de prateleira dos alimentos processados.
A análise aponta por quantos dias, meses ou anos um alimento industrializado é capaz de manter as características físicas, químicas, sensoriais e microbiológicas.
Apenas no Centro de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (Fruthotec) do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) o número de solicitações passou de 15, em 2016, para 28, em 2021.
Neste ano, de janeiro até a primeira semana de abril, o Centro já recebeu 10 solicitações.
Segundo a pesquisadora do Ital, Silvia de Moura, o motivo da alta procura é o Guia para Determinação de Prazos de Validade de Alimentos publicado pela Anvisa.
Atualmente, o tempo de vida é definido pelo próprio empresário a partir de métodos próprios ou da comparação com a concorrência, mas Silvia explica que alimentos parecidos podem vencer em datas diferentes.
“Esse prazo de validade muitas vezes é um pouco diferente para o produto dependendo da formulação. Existe uma expectativa de que futuramente a Anvisa venha a cobrar que sejam feitos esses estudos de estabilidade”.
Para definir a validade de um alimento processado, o produto vai para uma sala de refrigeração onde é submetido a condições de temperatura e umidade controladas.
A cada 15 ou 30 dias os pesquisadores coletam amostras para avaliar se houve alguma alteração de cor, odor, sabor e textura, por exemplo.
Após a conclusão do estudo, o fabricante recebe um relatório com os resultados de todas as análises e a estimativa da vida de prateleira do produto.
Com o documento, a empresa estabelece o prazo de validade do alimento.