CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Campinas decide manter uso de máscaras em escolas

A Secretaria de Saúde de Campinas definiu em uma reunião que se mantém favorável à obrigatoriedade do uso de máscaras nas escolas. Na segunda-feira (9) a Câmara de Campinas aprovou,

Campinas decide manter uso de máscaras em escolas
Foto: Carlos Bassan - PMC

A Secretaria de Saúde de Campinas definiu em uma reunião que se mantém favorável à obrigatoriedade do uso de máscaras nas escolas. Na segunda-feira (9) a Câmara de Campinas aprovou, em segunda discussão, o projeto que visa tornar o uso facultativo, porém, para que a proposta passe a valer, o texto precisa ser sancionado pelo Prefeito Dário Saadi (Republicanos).

Em entrevista à CBN Campinas, o Secretário Municipal de Saúde, Lair Zambon, deu detalhes da decisão. “Todos os argumentos que nós usamos em relação a manter as máscaras em crianças se mantém, todos os problemas estão aí, estamos em uma fase de sazonalidade importante, eu gostaria de citar três argumentos importantes em relação a manter a máscara, que foi a indicação do comitê”.

Os argumentos são: o aumento de infecções em crianças, já que não houve a sazonalidade em 2021; A baixa cobertura vacinal contra a covid nas crianças em Campinas; E o fato de que ir para a escola é uma obrigação, e não uma opção dos pais, pois há quem argumente que não faria sentido obrigar o uso apenas nas escolas, enquanto em outros ambientes as crianças estão liberadas do uso de máscaras. “O primeiro, como não tivemos sazonalidade em 2021 tivemos um aumento de crianças suscetíveis a infecção, a segunda está relacionada à baixa dose de vacinação nas crianças, principalmente quando se compara a municípios de São Paulo, e a terceira tem relação com o fato de ir pra escola ser obrigatório, ir para festa não é obrigatório, e muitas crianças de cinco anos ou mais tem irmãos de dois anos, que é onde está nosso problema hoje”. Ou seja, o secretário argumenta que o uso de máscaras auxilia na prevenção não só dos alunos, mas dos irmãos menores, que ainda não podem se vacinar contra a covid-19, já que a vacina está disponível apenas para crianças de cinco anos ou mais.

Com a decisão, a tendência é que o prefeito Dário Saadi vete o projeto aprovado pela Câmara. Em entrevista à reportagem da CBN, ele já havia adiantado que seguiria a decisão que fosse tomada pela Secretaria de Saúde. “É claro que todos esses dados serão levados em conta no momento de fazer o veto ou sanção da lei, que é uma questão mais técnica, epidemiológica, mais do ponto de vista sanitário do que de um posicionamento político, o parecer meu de vetar ou não será baseado em um parecer técnico da secretaria de Saúde, da Vigilância em Saúde”. Não há uma data definida para que o Prefeito formalize a decisão.

*Atualizado às 12h15

Compartilhe

Conteúdos