Quando a Câmara de Vereadores de Campinas anunciou que fecharia para reformas, e que os trabalhos do legislativo seriam transferidos ao prédio do Teatro Bento Quirino, muitas dúvidas começaram a surgir.
Por quê o trabalho não foi feito antes, durante a pandemia?
O atual presidente da Câmara, vereador Zé Carlos, do PSB, disse à CBN Campinas que o trabalho era urgente. Mas, que todas as licitações que foram feitas para contratar uma equipe para reformar o prédio fracassaram porque a equipe de engenheiros não tinha experiência para lidar com editais.
“A reforma começou porque eu assumi a presidência. Tínhamos vários problemas com editais anteriores, e, quando assumi a presidência, coloquei isso como prioridade”, disse.
Zé Carlos conta que, inicialmente, a licitação era para fazer um reforço na laje. Porém, foi descoberto que a estrutura estava rachada e com infiltrações em um dos pilares de sustentação.
O prédio da Avenida da Saudade abrigava uma sede da CPFL, até que, em 2005, a Câmara comprou e transformou na primeira, e até atrásra única, sede própria do legislativo, que compartilhava um espaço na prefeitura, onde hoje funciona o Porta Aberta.
“Essa reforma teria que ser feita, de um jeito ou de outro. E calhou que ‘sobrasse’ para mim. A reforma era extremamente necessária e precisava ser feita. O prédio é muito velho e nunca passou por um trabalho desse”, completa.
O presidente da casa disse que tentou levar a Câmara para o Fórum e o Instituto Agronômico, sem sucesso. Se dependesse apenas de Zé Carlos, a Câmara sairia do bairro Ponte Preta, mas isso não é possível porque não há outro espaço.