O SetCamp, Sindicato das Empresas de Transporte de Campinas e Região, afirmou que o sistema de transporte coletivo pode entrar em colapso por causa do novo aumento do diesel.
As concessionárias informaram que estudam reduzir o número de ônibus nas ruas, caso a prefeitura não apresente soluções imediatas para manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.
O diretor de comunicação do SetCamp, Paulo Bardal admitiu que a população pode acabar sendo prejudicada com a medida, mas afirmou que isso se deve em função a inércia do poder público diante da situação.
“a mão de obra representava 50% dos custos do transporte, era o item que figurava em primeiro lugar na composição dos custos. Com esses aumentos, hoje, o diesel representa 37,3% da planilha de custos e a mão de obra, 36,8%.”
Levantamento feito pelo sindicato empresarial aponta que o diesel subiu, só em 2022, 47%. Com a escalada de aumento do combustível, Bardal explica que o custo operacional disparou nos últimos anos, praticamente igualando à mão de obra.
“existem contratos nos quais a principal cláusula é a garantia do equilíbrio econômico-financeiro. O sistema tem que arrecadar pela tarifa ou complementação por meio se subsídio o que for suficiente para você fazer investimentos, pagar os funcionários, comprar peças e acessórios e óleo diesel. O usuário acaba sendo penalizado mas muitas vezes pela inércia do poder público.”
O sindicato informou que apresentou duas alternativas à prefeitura: aumentar a tarifa ou o subsídio. A própria entidade considera que a opção mais viável no momento seja a revisão do valor que já é pago pela prefeitura para custear o transporte coletivo de Campinas.
No final de 2021, a Prefeitura de Campinas informou que o subsídio para este ano às empresas seria de R$ 72 milhões, o mesmo valor do ano passado, quando a tarifa ficou congelada.
Segundo a administração, são R$ 60 milhões para o sistema de transporte convencional e R$ 12 milhões para o Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI).
A tarifa do transporte público coletivo de Campinas foi reajustada em janeiro deste ano em 13,16%. O Bilhete Único Comum passou de R$ 4,55 para R$ 5,15.