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Operação da PF tem cumprimento de mandados em Paulínia

A Polícia Federal realizou uma operação nesta quarta-feira (15) para o cumprimento de 25 mandados em quatro estados do país. A Operação Corona foi originada após investigações da PF de

Operação da PF tem cumprimento de mandados em Paulínia
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal realizou uma operação nesta quarta-feira (15) para o cumprimento de 25 mandados em quatro estados do país. A Operação Corona foi originada após investigações da PF de Pernambuco, e a Justiça do estado expediu 16 mandados de busca e apreensão e nove de prisão para cumprimento em Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso do Sul e São Paulo, sendo este o estado com mais mandados: 19 no total.

Em Paulínia, na região de Campinas, foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e outro de prisão preventiva. Outras cidades do estado com cumprimento de mandados foram Praia Grande, Ribeirão Preto, Serrana Guatapará, Itaquaquecetuba e Poá.

A ação visa o combater organizações criminosas dedicadas à lavagem de dinheiro do narcotráfico internacional, além de sequestrar o patrimônio dos criminosos, a fim de descapitalizar o crime organizado. A operação ocorreu após investigação iniciada em abril de 2020, após a apreensão de cerca de 650kg de cocaína em uma aeronave no Aeródromo da Coroa do Avião, na Região Metropolitana de Recife.

Na ocasião, piloto, copiloto e outros criminosos foram presos em flagrante por tráfico de drogas. O plano do grupo criminoso visava ocultar a cocaína em uma carga de sucata que seria exportada para a Europa via por um porto de Pernambuco.

Após o flagrante, a PF aprofundou a investigação, e identificou uma grande estrutura criminosa de empresas de fachada criadas com a finalidade de movimentar dinheiro para o crime organizado transnacional. As empresas estão espalhadas pelo país, mas se concentram, especialmente, no estado de São Paulo. Somente nos primeiros quatro meses de 2020 essas empresas movimentaram juntas mais de R$ 116 milhões.

Os crimes investigados são tráfico internacional de drogas, financiamento do narcotráfico, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar, isoladamente, a mais de 20 anos de prisão para cada acusado.

A operação leva o nome de Corona, que em espanhol significa “Coroa”, pois a investigação teve início após a apreensão no Aeródromo da Coroa do Avião, e também por isso ter ocorrido na época do início da pandemia.

*Atualizado às 12h58

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