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Seminário sobre trabalho infantil aponta números da erradicação em Campinas

Dados divulgados durante um seminário do Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil apontam que de janeiro a maio deste ano foram realizadas 225 abordagens de menores em risco de desagregação

Seminário sobre trabalho infantil aponta números da erradicação em Campinas
Foto: Valéria Hein

Dados divulgados durante um seminário do Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil apontam que de janeiro a maio deste ano foram realizadas 225 abordagens de menores em risco de desagregação social, trabalhando irregularmente, em Campinas. Essas abordagens foram realizadas em atendimentos do Movimento Vida Melhor a 69 casos de menores em situação de vulnerabilidade, em semáforos, por exemplo, comercializando balas, panos, oferecendo limpeza de para-brisa, entre outros.

Verônica Zibordi Rosa, coordenadora técnica do Movimento Vida Melhor, explica que apenas uma abordagem não é suficiente. “É preciso construir um vínculo e monitorar as reincidências”. Desde 2011, quando teve início uma parceria do Movimento Vida Melhor com a Prefeitura de Campinas, foram 3 mil 798 atendidos, com quase 7 mil abordagens.

Os casos são encaminhados para a rede sócio-assistencial de Campinas, para que sejam atendidos nos programas de serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, cadastro único para as famílias receberem benefícios, entre outros. Os que têm de 14 a 17 anos são encaminhados a cursos de capacitação profissional do PROCAF, um programa financiado pela Unimed Campinas.

Para o Prefeito de Campinas, Dário Saadi, a redução no número de crianças em situação de vulnerabilidade nas ruas de 2011 para cá demonstra que o esforço valeu a pena. “É o trabalho de uma dácada, com quase 4 mil casos de erradicação do trabalho infantil na cidade”. Dados divulgados durante o seminário apontaram também que o trabalho infantil nas ruas atinge mais crianças e adolescentes do sexo masculino. Mas o trabalho doméstico, como cuidar dos irmãos, lavar e passar, ocorre na grande maioria dos casos entre as meninas.

A região mais atingida é a Sul, em bairros como Campo Belo, Oziel e Monte Cristo, com 33% dos casos. Em segundo lugar, com 17%, está a região noroeste, onde ficam bairros como, Jardins Lisa, Florence e Campo Grande, Parques Itajaí e Valença e Satélite Íris. O evento, que ocorreu no Salão Vermelho da Prefeitura na manhã desta sexta-feira, marcou o Dia Internacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado no dia 12 de junho.

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