Taxistas de Campinas aguardam o início do pagamento do benefício emergencial que o Ministério do Trabalho deve pagar à categoria a partir deste mês.
Motorista há oito anos, Frank Francisco afirma que o auxílio vai ajudar a compensar a baixa demanda de trabalho.
Atualmente, Frank atende, em média, oito passageiros por dia. Antes da pandemia, ele fazia, no mínimo, vinte corridas.
“Repor não vai, mas já é alguma coisa, vai ajudar bastante. A gente já foi reconhecido e isso é muito importante. O presidente do sindicato da categoria já avisou como vai ser o procedimento, está tudo certo.”
Mas nem toda categoria está segura sobre o pagamento do benefício.
O motorista José Carlos Santos atualizou o cadastro quando soube do auxílio, mas não sabe se vai ser contemplado.
“Eu ouvi meus colegas comentarem, ai eu atualizei meu cadastro e estou aguardando a resposta. [O auxílio] sempre ajuda. No meu caso, vai mudar.”
A Prefeitura de Campinas informou que cadastrou 1.023 taxistas junto ao sistema do governo federal. Do total, 737 são titulares da permissão e 286 são motoristas vinculados.
De acordo com o Ministério do Trabalho, o programa BEm-Taxista (Benefício Emergencial aos Motoristas de Táxis) vai conceder até seis parcelas de R$ 1 mil para motoristas de todo País, dentro do limite disponível para o auxílio, que é da ordem de R$ 2 bilhões. Para receber, o taxista não pode estar com o CPF suspenso.
Segundo o cronograma do Ministério, os taxistas vão receber duas parcelas no dia 16 atrássto referentes aos meses de julho e o mês atual.
A categoria vai receber o benefício por meio de uma conta digital que o governo vai abrir.