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“Operação Lambuja” trouxe à tona denúncias contra Zé Carlos

A “Operação Lambuja” foi realizada em 17 de atrássto pelo Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público, com apoio do Batalhão de Ações Especiais da

“Operação Lambuja” trouxe à tona denúncias contra Zé Carlos
Foto: Arquivo/ Guilherme Pierangeli

A “Operação Lambuja” foi realizada em 17 de atrássto pelo Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público, com apoio do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (BAEP),

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Campinas e um em Jundiaí. O foco da operação foi o suposto esquema de corrupção envolvendo o atual presidente da Câmara de Campinas, vereador Zé Carlos (PSB) e o subsecretário de Relações Institucionais da Câmara, Rafael Creato.

Em Campinas, as buscas ocorreram na sede do legislativo, no bairro da Ponte Preta, no Teatro Bento Quirino, onde a Câmara funciona de maneira provisória, na casa de Zé Carlos e no escritório de Creato. Em Jundiaí foi cumprido um mandado na casa de Creato. Foram apreendidos itens como computadores, pen drives, celulares e documentos, que auxiliam as investigações. Ninguém foi preso na ocasião.

Segundo a investigação, o esquema de corrupção envolve cobrança de vantagens indevidas para manutenção ou prorrogação de contratos de empresas terceirizadas pelo Legislativo. Em uma entrevista coletiva concedida por promotores do Gaeco no mesmo dia da operação, foram revelados detalhes apurados na investigação.

Segundo o Gaeco, o esquema teria se iniciado no segundo semestre de 2021, e os pedidos de propina ocorriam no escritório de Rafael Creato, e também no gabinete de Zé Carlos. Na ocasião, os promotores Rodrigo Lopes e Felipe Bertolli deram mais detalhes. “Em regra o advogado chamava os fornecedores no escritório dele e fazia esse tipo de reunião, mas houve reunião também com o vereador investigado”. “Foi apurado também que durante essas reuniões os próprios investigados orientavam os empresários a deixarem o celular no banheiro, a não usar o celular, temendo que ocorresse algum tipo de gravação, o que no nosso ponto de vista corrobora essa prática criminosa”. Apesar da precaução adotada, as gravações ocorreram.

O MP afirmou que, dentre os casos analisados, o pagamento de propina não se consumou. Porém, o pedido de propina, mesmo que não concretizado, já configura crime, conforme explica o promotor Rodrigo Lopes. “Sim, o pedido de vantagem já configura o crime de corrupção passiva consumado, ele não precisa efetivamente receber o dinheiro para consumar este tipo de crime”.

Na noite de 17 de atrássto houve sessão na Câmara Municipal, porém, sem a presença do presidente da casa, Zé Carlos. Alguns vereadores foram à tribuna para falar sobre o caso, e pediram o afastamento de Zé Carlos da presidência, o que não se consumou até o momento. O vereador retornou na sessão seguinte, falou brevemente sobre o caso, dizendo ser inocente, e até o momento segue exercendo o cargo de presidente.

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