A Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar as denúncias de corrupção na Câmara de Vereadores de Campinas escolhe nesta quarta-feira os integrantes que vão ter 90 dias para analisar os contratos e divulgar os resultados.
O sorteio vai ser feito durante a sessão, que começa às 18h, no Teatro Bento Quirino.
O presidente da CPI vai ser Paulo Gaspar (Novo), que foi quem protocolou o pedido.
Ele conquistou 30 de 33 assinaturas possíveis. Apenas Otto Alejandro (PL), Professor Alberto (PL) e o próprio Zé Carlos (PSB) não votaram pela abertura da comissão.
O regimento interno impede que Débora Palermo (PSC), por ser presidente da casa, o próprio Professor Alberto e Fernando Mendes (Republicanos), primeiro e segundo secretários, participem da CPI.
O sorteio é por vereador e bancada, ou seja, assim que um parlamentar é sorteado e confirma interesse, a vaga destinada à legenda dele está preenchida e as demais vagas vão para outras siglas.
No total, há 18 bancadas distintas na Casa, das quais 17 participam do sorteio, uma vez que o partido Novo já tem vaga garantida na CPI.
Definidos os nomes, o relator da Comissão vai ser escolhido entre eles.
Depois, começa a se discutir o roteiro do trabalho, quando se inicia também a contagem do prazo de 90 dias corridos para o fim das atividades – o processo pode ser prorrogado por mais 90 dias.
A CPI vai apurar em quais contratos e como teria sido o pedido de propina feito pelo presidente Zé Carlos (PSB) no último ano.
As denúncias vieram à tona após a Operação Lambuja, do Ministério Público, baseada em gravações feitas por um empresário onde há o indicativo da cobrança de propina para que o contrato com a empresa, responsável pela administração da TV Câmara, fosse renovado.