O presidente da CPI da Propina, que investiga cobrança de valores para renovação de contratos da Câmara de Vereadores de Campinas, considera que a reunião com o Ministério Público, nesta segunda-feira, foi mais produtiva do que o imaginado.
Paulo Gaspar (Novo) foi com todos os integrantes da comissão à sede do MP.
Em contato com a CBN Campinas, Gaspar disse que os promotores contaram todo o processo que levou à Operação Lambuja, que fez buscas e apreensões na casa do presidente do Legislativo, Zé Carlos (PSB), nas duas unidades da Câmara e na casa e escritório do ex-subsecretário de Relações Institucionais da Câmara, Rafael Creato.
A comissão deve receber, nesta terça-feira, todos os documentos que podem ser compartilhados com o andamento da investigação.
Segundo Gaspar, ainda há uma parte do processo que está sob sigilo, e só após a quebra dele é que pode ser entregue aos vereadores.
Na reunião ordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito, que deve acontecer nesta quarta-feira, deve ser definida a primeira data de depoimento dos envolvidos no esquema.
É provável que o primeiro a ser ouvido seja o empresário Celso Palma, do Grupo Mais, que gravou conversas usadas pelo MP para embasar a investigação.
A comissão investiga se e quantos contratos de serviços terceirizados da Câmara de Vereadores de Campinas teriam sido ‘alvo’ da cobrança de propina promovida por Zé Carlos, com intermediação de Rafael Creato.
O presidente do Legislativo está afastado por mais dez dias, quando vence o prazo legal do pedido. Ainda não há nenhuma indicação se ele deve voltar à casa, ou se vai pedir mais 30 dias.
Rafael Creato pediu exoneração depois da divulgação dos áudios.