A campanha de vacinação contra a poliomielite termina na próxima segunda-feira, dia 31, e os dados até o momento preocupam as autoridades de saúde de Campinas. De acordo com a última parcial divulgada pela Secretaria de Saúde de Campinas na última quinta-feira (20), somente 33,7 mil crianças foram vacinadas contra a pólio, o que equivale a 57% do público-alvo. A meta é vacinar pelo menos 95% das 58,8 mil crianças de 1 a 4 anos residentes na cidade.
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) de Campinas, Andréa Von Zuben, alerta para o risco de volta de doenças que atualmente estão eliminadas. “Nenhuma das nossas vacinas a gente tá conseguindo atingir a meta de no mínimo 95%, e a gente precisa de todas as crianças vacinadas, as sequelas são muito importantes, muita morte ainda, então não tem nem o que falar sobre isso”.
Ela afirma que Campinas é uma cidade de alto risco para reintrodução da doença devido ao grande fluxo de pessoas vindas de diversos locais do país e do mundo, e lembra que o Brasil voltou a registrar casos de Sarampo após vários anos sem que isso ocorresse, e alerta para uma mentalidade errada de parte da população em relação às vacinas. “A gente já teve a volta do sarampo, o Brasil era considerado um país com a eliminação do sarampo, a partir do momento que as pessoas acham que a doença não existe mais elas pensam que não precisa mais da vacina, e é justamente o contrário, ela precisa da vacina pra doença continuar não estando no nosso meio”.
Outro problema relacionado à vacinação é a baixa procura pelas doses de reforço de imunizantes contra a covid-19. Apenas pouco mais da metade das doses previstas foram aplicadas. As vacinas são aplicadas em 66 centros de saúde da cidade, a exceção é o CS Boa Esperança. As salas de vacinas abrem às 8h e encerram o atendimento 30 minutos antes do fechamento da unidade.