Nesta quarta-feira, os integrantes da CPI da Propina, que apura cobrança de valores para renovação de contratos na Câmara de Vereadores de Campinas, devem finalizar as apurações sobre a cobrança de R$ 50 mil para o então diretor do Grupo Mais, Danilo Palma, para que ele pudesse ‘assumir’ a gestão da TV Câmara em 2014.
O depoimento previsto é o de Valter Greve, atual presidente da Ceasa, e que foi assessor do ex-presidente do Legislativo, Campos Filho (DEM).
Em depoimento, Danilo Palma que foi Greve quem pediu diretamente o dinheiro, quando a empresa foi anunciada como habilitada para participar do pregão e comunicada que tinha sido a que ofereceu o menor preço pela gestão da emissora.
Após se negar a pagar o valor, Palma disse que houve um ‘direcionamento’ de diligências para apurar a capacidade técnica do grupo em administrar a TV.
Após pesquisas feitas pelo pregoeiro Jorge Brasco, foi constatado que a empresa não prestou os serviços que eram pedidos no edital, por isso foi desqualificada.
O depoimento de Valter Greve deve encerrar, de vez, as apurações sobre o caso de 2014. A CPI optou por não ouvir Campos Filho, por considerar que ele não pediu diretamente o dinheiro e não teria participação no esquema.
A expectativa é que, na semana que vem, pessoas ligadas ao caso de 2021, em que novamente o Grupo Mais foi ‘convidado’ a pagar propina ao ex-presidente Zé Carlos (PSB) por meio do ex-subsecretário de Relações Institucionais, Rafael Creato, sejam ouvidas.