Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a possível cobrança de propina do ex-presidente da Câmara de Vereadores, Zé Carlos (PSB), por meio do ex-subsecretário de Relações Institucionais, Rafael Creato, continua, nesta quarta-feira, a ter mais detalhes sobre o que aconteceu em 2014, quando o Grupo Mais foi o vencedor da licitação para administrar a TV Câmara, mas foi ‘desclassificada’.
A decisão de seguir para este lado foi tomada após o depoimento de Danilo Palma, então responsável pelo grupo de comunicação na época.
Na semana passada, ele disse à CPI que foi ‘convidado’ a pagar R$ 50 mil em propina para o ex-presidente Campos Filho (DEM), por meio do assessor Valter Greve, hoje presidente da Ceasa Campinas, para que pudesse ‘vencer’ o processo.
Palma declarou que, após se recusar a pagar o valor, começou a ser fiscalizado e passou por uma série de auditorias que, segundo o empresário, foram ‘direcionadas’ para encontrar qualquer problema.
Nesta quarta-feira, devem ser ouvidos Jorge Luiz Brasco, pregoeiro da prefeitura de Campinas que foi ‘emprestado’ em 2014 para fazer o pregão que terminou com a TV Costa Norte vencedora — e que teria ido pessoalmente fazer as diligências em empresas que contrataram o Grupo Mais para saber se os documentos apresentados eram verdadeiros — e Neusa Dorigon, que deu o parecer jurídico atestando que a empresa não tinha capacidade técnica para assumir a gestão da TV.
Os depoimentos começam às 13h no Teatro Bento Quirino.