Começa nesta segunda-feira a retirada, na rede pública de ensino de Campinas, de um livro sobre o abolicionista Luiz Gama que tinha duas suásticas impressas na capa.
O caso veio à tona após a vereadora Guida Calixto (PT) repercutir o caso em rede social e protocolar um requerimento para substituição.
A editora responsável admitiu o erro, se desculpou e confirmou que fará a troca das edições sem custos aos cofres públicos.
Não há informações sobre quantas obras chegaram de fato aos estudantes.
Poeta, jornalistas e advogado, Luiz Gama é considerado um dos principais atividades pela abolição da escravidão no país e foi responsável pela libertação de pelo menos 500 escravos.
Ele nasceu em 1830, filho de uma escrava liberta com um descendente de portugueses, e foi vendido como escravo pelo próprio pai quando tinha 10 anos.
Em 2021, ele foi o primeiro brasileiro negro a ser homenageado pela Universidade de São Paulo com o título Doutor Honoris Causa desde que foi criado.
A Editora Mostarda admitiu o erro pela impressão. A empresa alegou que houve um erro no corte da imagem usada, e que o problema foi em parte da produção.
A assessoria de imprensa alega que a versão em braile do livro não tem a suástica na capa. O livro também já foi retirado das vendas, e quem comprou a obra com o erro pode pedir a troca gratuita do livro.
O autor não teve relação com o erro, e diz que confia na editora.