Fundada em 2004, a ONG Expedicionários da Saúde, formada por médicos de Campinas, tem como foco levar dignidade e saúde à comunidades indígenas do Brasil, em especial na Amazônia. O médico oftalmologista, Dr. Mauro Campos, é o diretor médico dos Expedicionários da Saúde, e falou sobre os desafios enfrentados pela ONG durante os períodos mais críticos da pandemia. Segundo ele, a pandemia fez com que o grupo expandisse a atuação também para a terapia respiratória. “Soluções tecnológicas foram desenvolvidas para nós para levar oxigênio para áreas indígenas em que não havia, mas foi possível testar diferentes estratégias de trabalho mesmo em condições tão difíceis como foi a covid-19, mas nós conseguimos manter o trabalho”.
O médico afirma que o grupo está otimista para enfrentar os principais desafios deste ano. Ele destacou doenças oftalmológicas, a alta mortalidade infantil e a fome como alguns desses desafios. “Nós temos a fome, temos a falta de acesso à saúde, precisamos reabilitar os indivíduos que têm deficiências físicas, estamos este ano especialmente animados para expandir o que já é feito”.
Ele espera que haja um maior diálogo com o novo governo federal após a criação do ministério dos Povos Indígenas e as mudanças nos ministérios da Saúde e do Meio-Ambiente. “Pode melhorar reconhecendo erros do passado, fazendo correção de rota, e apoiando iniciativas como essa, para nós saúde é uma política de estado, e não deste ou daquele governo, e deveria ser contínua, independente de quem está no poder”.
Recentemente a ONG Expedicionários da Saúde venceu o Prêmio Zayed de Sustentabilidade, na categoria “Saúde”. O evento aconteceu em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.