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Vereadores “ressurgem” após tragédia no Taquaral

Depois da segunda morte causada por queda de árvore em Campinas, parece que os vereadores da cidade se lembraram que esse é um problema muito grave e que precisa de

Vereadores “ressurgem” após tragédia no Taquaral
Foto: Celina Silveira

Depois da segunda morte causada por queda de árvore em Campinas, parece que os vereadores da cidade se lembraram que esse é um problema muito grave e que precisa de uma atenção especial. Enquanto a atuação da secretaria de Serviços Públicos é questionada e as medidas que são anunciadas parecem apenas “remédios após as doenças”, o Legislativo também tem alguma parcela nessa situação.

Não que eles vão fiscalizar as árvores, até porque não são técnicos. Mas, poderiam, em alguma maneira, atuar colocando mais dinheiro no orçamento ou tentar evitar alguns vexames, como os R$ 2 mil previstos no Orçamento de 2023 para combate às enchentes.

Dos vereadores que já se manifestaram após a queda da árvore do Taquaral, especificamente, Rodrigo da Farmadic (União Brasil) protocolou um pedido de uma indicação demandando ao Executivo para que seja realizado um contrato emergencial com objetivo de aumentar as equipes para vistorias, poda e extração de árvores na cidade.

Luiz Cirilo (PSDB) protocolou um projeto de Lei para obrigar a prefeitura a fazer a poda preventiva de árvores, com a possibilidade de contratar empresas terceirizadas para isso.

Já Paulo Gaspar (Novo) comentou novamente de uma proposta que já tinha feito no ano passado de privatizar os 25 parques públicos de Campinas. Na avaliação dele, isso poderia ajudar a evitar acidentes.

Em nome de toda a Câmara, o presidente Luiz Rossini (PV) já deu uma ideia do que deve acontecer. “Essa tragédia demonstra que devemos redobrar a atenção e de forma urgente ampliar as medidas de prevenção contra os danos causados pelos extremos eventos climáticos pelos quais estamos passando”, afirmou.

O problema é que isso parece acontecer um tanto tarde demais. Tirando a bancada dos partidos de esquerda, o Orçamento de 2023 foi aprovado por todos os outros vereadores. Paulo Bufalo (PSOL) ainda tentou uma emenda de R$ 40 milhões para o combate às enchentes, mas ela foi rejeitada sem ao menos um debate decente — e ele tentou isso.

É claro que ninguém imaginava que choveria mais de 500 milímetros em janeiro deste ano, e que tantas árvores seriam derrubadas, mas, quando a CBN Campinas revelou que a prefeitura havia destinado apenas os R$ 2 mil, sendo R$ 1 mil para obras e R$ 1 mil para indenizações, os vereadores ainda estavam na discussão sobre onde encaminhariam o dinheiro das Emendas Impositivas, novidade que foi instituída para este ano.

Cada um tem R$ 2,6 milhões para distribuir — sendo que R$ 1,3 milhão obrigatoriamente para a saúde.

Apenas o próprio Paulo Bufalo foi quem lembrou disso. Destinou R$ 400 mil para a secretaria de Serviços Públicos cuidar da questão das enchentes no Centro e Campo Grande — mas a verba também será dividida para melhoria de instalações, estrutura de coleta e equipamentos de proteção individual para cooperativas de reciclagem.

Na época, a prefeitura argumentou que os R$ 2 mil eram ‘apenas para constar’ e permitir a abertura da linha de crédito e financiamentos, como o dos piscinões, que deve ter parte da verba de R$ 600 milhões financiada pelo BNDES liberada até o mês de março.

Paulo Bufalo e Cecílio Santos fazem parte da Comissão Especial de Estudos sobre as enchentes na cidade. Entre as 55 recomendações, estão ações como rever a Lei de Uso e ocupação do Solo e aumentar o rigor para expansão de áreas urbanas, especialmente próximas de Áreas de Preservação Ambiental. 

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