A defesa do ex-presidente da Câmara de Campinas, o vereador Zé Carlos, protocolou uma petição no legislativo em que diz que o vereador não vai comparecer à reunião da CPI, nesta segunda-feira.
No documento, a defesa menciona o fato dele já ser investigado pelo Ministério Público em razão dos mesmos fatos. Cita também a questão de que não é obrigatória a presença dele, mas apenas facultativa. Por fim, ressalta que considera os trabalhos dos nobres colegas da Casa Legislativa.
Os vereadores que compõem a CPI esperavam a presença do ex-comandante do Legislativo para que, assim, conseguissem mais detalhes que permeiam as denúncias do Ministério Público.
Zé Carlos é o principal alvo da investigação. Segundo investigações do MP, o ex-presidente da Casa e Rafael Creato, ex-subsecretário de Relações Institucionais da Câmara, pediram vantagens indevidas para renovar ou manter contratos com empresas terceirizadas da Câmara, o que configuraria corrupção passiva. Os promotores afirmam que não houve pagamento.
A CPI ampliou em 90 dias o prazo para finalizar as investigações, que começaram em outubro. Com isso, o relatório deve ser concluído até maio deste ano.
A CPI já tentou ouvir Creato em duas ocasiões mas em ambos os casos, por força de liminar concedida pela justiça, ele não compareceu.