A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas concluiu que o surto de gastroenterite na UCI (Unidade de Cuidados Intermediários) e UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal do Hospital Maternidade de Campinas ocorreu em razão de contaminação por bactéria de transmissão fecal-oral ocorrida no lactário e que acometeu 21 pessoas, entre recém-nascidos e adultos.
Dois bebês morreram em decorrência de complicações da gastroenterite. Já o terceiro óbito ocorrido na UTI Neonatal não está relacionado ao surto de gastroenterite e, sim, à complexidade da prematuridade. Os casos ocorreram entre 6 e 9 de fevereiro deste ano
Segundo a prefeitura, as medidas imediatas instituídas pelo hospital, associadas aos apontamentos do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde), acabaram com o surto.
Em 16 de fevereiro, o Devisa interditou 20 dos 40 leitos, pela falta de dois médicos pediatras neonatologistas horizontalistas na equipe (que fazem as visitas). Dez foram liberados, semanas depois, e somente após a entidade apresentar um plano de trabalho e escala de funcionários que estivesse de acordo com a legislação vigente.
Atualmente, a Secretaria de Saúde aguarda a documentação por parte do Hospital Maternidade para que possa liberar os dez leitos restantes para que a unidade hospitalar volte a atender com sua capacidade máxima. A Maternidade é responsável por cerca de 750 partos e sete mil atendimentos por mês, sendo 60% deles pelo SUS (Sistema Único de Saúde)