Os dados da pesquisa de sondagem industrial do mês de março, realizada pelo Ciesp-Campinas, mostram que existe uma baixa expectativa entre os empresários em relação ao crescimento do PIB. A previsão é que ele feche com saldo positivo de 0,90%
Do número total de entrevistados, 38% e 33% acreditam que os principais motivos para esse provável crescimento tímido são a taxa de juros elevada e a insegurança jurídica no Brasil, respectivamente.
O diretor do centro, José Henrique, explica que ações como uma possível revogação da reforma trabalhista, por exemplo, faz com que aumente a insegurança jurídica das empresas.
E mesmo com 11 decretos assinados pelo Governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para reduzir o ICMS, 43% dos entrevistados acreditam que isso não vai alterar a competitividade da empresa. 33% acreditam no aumento e 24% não avaliam.
Segundo Valmir Caldana, vice-diretor do Ciesp, esse número alto de empresas que não acreditam ou não que não avaliara existe pois essa parcela é a que não será beneficiada pelos decretos.
Em relação aos números do comércio exterior, Campinas passou a ocupar a segunda posição no volume da corrente no estado, perdendo somente para a capital paulista.
De acordo com Anselmo Félix, do conselho diretor, a cidade representa 10,5% de todo o comércio exterior estadual
Das 19 cidades que compõem a regional de Campinas, a metrópole representa mais de 35%. Paulínia vem em seguida, com 20%, na frente de Sumaré, com 11,5%, Valinhos, com 6,5% e Mogi Guaçu, com 6,4%. O restante dos municípios somados chegam em 20,3%.