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Sem sucesso nos depoimentos, CPI da Propina parte para confecção de relatório

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Propina da Câmara de Campinas espera concluir nas próximas semanas o relatório final dos trabalhos realizados ao longo dos últimos meses. O serviço

Sem sucesso nos depoimentos, CPI da Propina parte para confecção de relatório
Foto: Enzo Urnhani

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Propina da Câmara de Campinas espera concluir nas próximas semanas o relatório final dos trabalhos realizados ao longo dos últimos meses. O serviço está a cargo do Vereador Major Jaime (PP), relator da Comissão.

Esvaziada, sem os depoimentos dos dois principais atores, os ex-presidente da Câmara, Zé Carlos (PSB) e Rafael Creato, ex-subsecretário de Relações Institucionais da Casa, o relatório deve ser baseado nos áudios fornecidos pelo Ministério Público à CPI, e que investiga o caso.

Para a tarde desta sexta-feira, a Comissão havia feito um segundo convite ao vereador para que pudesse ser ouvido mas, já na tarde desta quinta, a defesa de Zé Carlos informou que ele não compareceria.

A alegação foi a mesma referente ao primeiro pedido, de que aguardará para se manifestar apenas perante o Ministério Público, quando for agendado seu depoimento. 

O presidente da Comissão, Paulo Gaspar (Novo) informou que o relator terá até 10 dias úteis para finalizar o relatório. Na sequência, os sete integrantes da CPI votam se aprovam ou não. Em aprovando, o documento segue para ser votado em plenário.

Zé Carlos é o principal alvo da investigação. Segundo o MP,  o ex-presidente da Casa e Rafael Creato pediram vantagens indevidas para renovar ou manter contratos com empresas terceirizadas da Câmara, o que configuraria corrupção passiva. Os promotores afirmam, no entanto, que não houve pagamento.

A CPI já tentou ouvir Creato em duas ocasiões mas em ambos os casos, por força de liminar concedida pela justiça, ele não compareceu.

Em 17 de atrássto de 2022 o Ministério Público deflagrou a Operação Lambuja, quando  cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Campinas: um na sede da Câmara, no bairro Ponte Preta, um no Teatro Bento Quirino, onde a Câmara funcionava de forma provisória, um na casa de Zé Carlos, e outro no escritório de Rafael Creato. O outro mandado foi cumprido na casa de Creato, em Jundiaí. 

Foram apreendidos itens como computadores, pen drives, celulares e documentos, para auxiliar nas investigações. Ninguém chegou a ser preso.

Zé Carlos oficializou o pedido de afastamento da presidência em 31 de outubro, mas se mantém como vereador. Já Rafael Creato pediu exoneração do cargo e a saída foi publicada em 27 de setembro passado no Diário Oficial.

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