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MP denuncia Prefeito de Monte Mor por “devolver”moradores de rua às suas cidades

O Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça, o prefeito de Monte Mor, Edivaldo Brischi (sem partido), por suposta prática de constrangimento ilegal após ele enviar de volta pessoas

MP denuncia Prefeito de Monte Mor por “devolver”moradores de rua às suas cidades
Foto: Reprodução/Facebook

O Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça, o prefeito de Monte Mor, Edivaldo Brischi (sem partido), por suposta prática de constrangimento ilegal após ele enviar de volta pessoas em situação de rua para seus municípios de origem. Agora, cabe ao Tribunal de Justiça avaliar e decidir se acata ou não a denúncia.

A polêmica teve início em julho de 2021 depois de o prefeito gravar um vídeo na região da rodoviária. Nele, Brischi justificava a ação em razão da necessidade de revitalização da região central de Monte Mor e alegava que moradores e comerciantes também estariam reclamando da situação.

Em um trecho, ele se disse preocupado com a situação dos moradores de rua.

À época, pessoas deixadas no município de Boituva chegaram a procurar a Polícia Civil e relataram que teriam sido despejadas à força de volta. O próprio prefeito disse no vídeo, as viagens que estavam sendo feitas, levando de volta os moradores para suas cidades.

Em 2021, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil de Campinas, avaliou a atitude como “atentado contra a Constituição Federal e contra o Estado de Direito”.

Procurada, a prefeitura de Monte Mor informou em nota que “a questão relacionada ao episódio com as pessoas em situação de rua, que segue em processo no Tribunal de Justiça, está hoje com advogados contratados de forma particular pelo prefeito Edivaldo Brischi”. Informou ainda que eles acompanham o caso junto às instâncias judiciais. Com isso, a assessoria destacou que todas as informações devem ser tratadas pela defesa dele.

Já o advogado do prefeito, Cyro da Silva Maia Junior, confirmou que houve denúncia do MP ao TJ-SP e destacou que “a preferência da defesa é a manifestação apenas no processo”.

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