Em meio à polêmica sobre o fim do programa de escolas cívico-militares por parte do governo federal, mas a intenção de Estados, como São Paulo, em manter as unidades de ensino, a prefeitura de Americana vai encaminhar um ofício à secretaria estadual de Educação para manifestar o interesse em receber uma escola do programa paulista.
O prefeito Chico Sardelli (PV) disse, em nota encaminhada à imprensa, que há um “clamor da população para a instalação da escola”.
A secretaria de Educação de Americana informou que a opção de escolas cívico-militares não mudaria a rede municipal, que hoje tem mais de 14 mil alunos.
O município havia sido escolhido, em janeiro do ano passado, para receber uma unidade da escola cívico-militar no programa que foi descontinuado pelo governo Lula.
Na época, segundo o Ministério da Educação, o modelo deveria ser instalado em uma escola já existente, com baixo desempenho na nota do Instituto de Desenvolvimento da Educação Básica, e com alunos em situação de vulnerabilidade.
Americana tinha aderido à modalidade “pessoal”, que receberiam do Ministério da Defesa militares inativos das Forças Amadas, que fariam nas escolas tarefas nas áreas de gestão educacional, administrativa e didático-pedagógica. Eles não atuariam em sala de aula.