A Câmara de Vereadores de Campinas analisa, na sessão desta quarta-feira, um projeto que proíbe que ruas e avenidas de Campinas tenham nome de pessoas condenadas por violência contra a mulher.
A proposta prevê que nenhuma via municipal pode receber o nome de um homem que seja condenado por feminicídio ou violência doméstica ou familiar contra a mulher, em todas as formas, nas condições previstas pela Lei da Maria da Penha.
O projeto será levado em primeira discussão. Precisa ainda passar pela segunda volta antes de ser levado ao prefeito Dário Saadi (Republicanos).
Além das homenagens e condecorações, o Legislativo de Campinas também deve analisar um projeto que prevê a criação de um crematório público para animais de pequeno e médio porte.
A ideia é que o crematório seja financiado com verbas do Fundo de Recuperação e Preservação do Meio Ambiente (Proamb), o crematório deverá prestar serviços de cremação gratuita para cães e gatos que não tenham mais de 1,5m de altura, e o objetivo é atender tutores que não tenham condições financeiras de arcar com o procedimento.
Mas, o detalhe que chama a atenção é que esse projeto foi protocolado em 2018 por Vinícius Gratti, que não é mais vereador em Campinas.
O colunista do CBN Campinas Bruno Silva comentou que tirar projetos da gaveta é algo até normal, mas é provável que, neste caso, pode ter o envolvimento de algum vereador que está atualmente no legislativo.
Finalmente, a Câmara também analisa a revogação da lei que obriga instituições financeiras a instalar equipamentos bloqueadores de telefone celular em Campinas. O argumento é que essa lei entra em conflito com a Lei Geral de Telecomunicações e uma resolução da Anatel, tornando impossível o cumprimento dela.
A sessão começa às 18h no Plenário, na Avenida Engenheiro Roberto Mange.