Campinas conta com dezenas de monumentos, mas alguns são alvos de vandalismo, principalmente na região central.
No Centro de Convivência, o busto de Júlio de Mesquita, está pichado. Mesma situação também para o monumento Bento Quirino, na praça Bento Quirino; além do busto de César Bierrenbach, em frente à Basílica do Carmo, ambos no centro da cidade.
A situação na Praça Carlos Gomes é um pouco diferente. O busto de Thomaz Alves, foi vandalizado, e após o episódio, no ano passado, foi retirado pela prefeitura.
De acordo com a Secretaria de Serviços Públicos, Campinas possui 105 monumentos tombados e cerca de 20 não tombados. A prefeitura disse que realiza a manutenção constante, conforme o calendário. A limpeza dos monumentos e bustos da região central será realizado nesta quinta (24) e sexta-feira (25).
A nota ainda informa que o busto de Thomaz Alves foi recuperado, assim como outras peças danificadas que estão em estoque. E que serão repostas assim que possível.
A pasta também estuda a abertura de uma licitação para contratar uma empresa especializada, que possa revitalizar todos os monumentos da área central que tiveram peças furtadas, inclusive com a confecção de réplicas, e de detalhes artísticos.
Em 2020, à CBN Campinas também percorreu estes pontos, avaliando a situação de cada um. Na época, a coordenação setorial do Patrimônio Cultural de Campinas, disse que estava sendo elaborado um projeto que oferecia uma alternativa ao bronze, que desestimulasse os furtos. E que mesmo com a utilização de um material de baixo custo, o processo de restauração é um procedimento caro.
Pichar patrimônio público é crime. Em Campinas uma lei municipal, decretada em 2015, estabelece punições a quem for flagrado nesta situação. Em janeiro de 2016, a Prefeitura publicou no Diário Oficial a Lei Complementar que estabelece regras para a venda de tintas spray.
