A Emdec prorrogou pela segunda vez a sindicância interna aberta em julho para apurar se houve ou não pagamento de propina para fiscalização menos rigorosa em veículos da cooperativa Altercamp que operam em três linhas.
Desta vez, o prazo é de cinco dias e a promessa é de que os trabalhos sejam finalizados ainda na sexta-feira, mas se o prazo vai ser cumprido ainda é uma incógnita.
O Ministério Público de São Paulo diz que as três linhas que eram operadas pela Altercamp foram usadas por uma organização criminosa que lavou R$ 2,2 milhões com tráfico de drogas, por meio de “laranjas”, e mencionou indícios sobre o suposto pagamento indevido.
O caso veio à tona em 7 de julho, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado deflagrou a 3ª fase da “Operação Sumidouro”.
Em atrássto, a Emdec informou que integrantes da comissão levantaram uma série de dados e documentos, e começaram a analisar o material.
O grupo é formado por funcionários de carreira da empresa e o objetivo é apurar as suposições levantadas pelo Gaeco sobre a fiscalização em relação à operação da Altercamp.
O trabalho começou em 10 de julho e tinha prazo inicial de 30 dias.
À época da operação, um dos endereços onde houve cumprimento de mandados judiciais foi o da Altercamp, na Avenida da Saudade. A cooperativa defende idoneidade.
Na semana passada, a Justiça aceitou parte de uma denúncia do MP e tornou réus 31 pessoas por suposto envolvimento no esquema para tráfico de drogas que usava galerias pluviais da Vila Formosa. Entre os alvos está um diretor da cooperativa.
De acordo com o MP, o subsídio pago pela prefeitura ao sistema de transporte também era recebido por integrantes da organização criminosa que exploravam as linhas de transporte alvo da apuração, o que gerava um dano duplo à população, já que, durante a fiscalização no dia das apreensões, foram constatados que os ônibus ligados aos laranjas não tinham quaisquer condições de circular.
O sistema alternativo de Campinas foi totalmente regulamentado em 2008, quando as cooperativas tiveram a oportunidade de escolher, entre as linhas oferecidas pela Emdec, quais queriam operar. Cada permissionário tem um registro, publicado em Diário Oficial, com a autorização para operar o trecho.