O Ministério Público de São Paulo arquivou o inquérito civil que investigava o possível envolvimento do ex-presidente da Câmara e vereador de Campinas, Zé Carlos no caso das “rachadinhas” no gabinete dele e também na subprefeitura do Distrito de Nova Aparecida, reduto eleitoral do vereador e que tem indicações de comissionados no local.
No documento assinado pelo Promotor de Justiça, Ângelo de Carvalhaes, a promotoria argumentou que não há indícios suficientes para embasar uma decisão judicial.
Disse ainda, que foram requisitados extratos bancários e extratos de utilização de vales refeição/alimentação de funcionários comissionados do vereador, mas que também não encontraram irregularidades.
O caso começou a ser investigado no final de 2021 pelo Ministério Público, depois de denúncias anônimas de que 11 vereadores adotariam a prática ilegal.
Das denúncias, cinco já tinham sido arquivadas também por por falta de provas, contra Gustavo Petta, Marcelo Silva, Nelson Hossri, Filipe Marchesi e Debora Palermo.
Procurado, o Ministério Público atualizou a situação dos demais citados:
- Édson Ribeiro e Otto Alejandro já têm ações de improbidade ajuizadas no semestre passado, ambas em curso na 1ª Vara da Fazenda Pública;
- Permínio Monteiro tem inquérito civil em andamento;
- Cidão Santos tem inquérito civil, mas tramita na 24ª Promotoria de Justiça de Campinas;
- Jorge Schneider tinha um PPIC (procedimento preparatório de inquérito civil) que foi arquivado, já homologada a promoção pelo CSMP