Campinas confirmou a superlotação em vagas de UTI Neonatal. O SUS – Sistema Único de Saúde conta com 30 leitos contratados pela prefeitura do município, mas até esta segunda-feira (29), 35 bebês permanecem internados.
O Hospital Maternidade de Campinas conta com 18 leitos e 23 crianças internadas, ou seja, 5 além da capacidade.
No Hospital PUC-Campinas todos os 12 leitos de UTI Neonatal estão ocupados.
O Secretário de Saúde de Campinas, Lair Zambom, informou que cerca de 20% das internações são de pacientes da região. E que diante da situação, uma reunião com a Secretaria do Estado está sendo debatida.
Segundo o presidente da Maternidade de Campinas, Marcos Miele, quando há a superlotação, o ideal era que o governo estadual encaminhasse os bebês a uma central de referência, mas a unidade continua recebendo pacientes de outras cidades
Fora da estrutura do SUS municipal, o CAISM (Centro de Atenção Integral a Saúde da Mulher) possui 30 leitos de neonatologia. Destes, 21 estão ocupados e 2 estão reservados para um parto de gêmeos prematuros. Além disso, há 11 gestantes das quais os bebês vão precisar de cuidados intensivos.
O Hospital das Clínicas da Unicamp informou que não tem neonatal. Porém, a UTI infantil conta com 26 crianças internadas, diante dos 30 leitos disponíveis.
No Hospital Estadual de Sumaré, todos os 22 leitos intensivos estão ocupados.
Já a UTI Neo do Hospital Augusto de Oliveira Camargo, em Indaiatuba, conta com 6 leitos e 7 crianças internadas. Na UTI Pediátrica, nenhum dos 3 leitos estão ocupados.
O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Campinas informa que trabalha no apoio aos hospitais na tentativa de identificar os bebês que podem ser encaminhados para leitos de menor complexidade nas unidades referenciadas da região, liberando assim novas vagas de UTI Neonatal.
Nos últimos meses, a região tem tido uma grande demanda de parto de alto risco, o que resulta em uma sobrecarga dos serviços neonatais, devido à necessidade de recém-nascidos de baixo peso por mais tempo de internação.
Com o objetivo de evitar a sobrecarga dos leitos, o DRS também trabalha na linha de qualificação do acompanhamento de pré-natal das gestantes de baixo e alto risco junto aos profissionais de saúde da região.